segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O check-up da oração


Uma chamada ao crente que não tem orado.


Não vou falar que você não ora, pois não quero ministrar isso sobre a sua vida. Hoje li um livro que falou muito comigo, pois confesso que não tenho orado muito (pra não dizer quase nada).


Li que “é preciso que o seu orar seja a comunhão do seu espírito com o Espírito do Seu Pai” e que orar é a “expressão do seu relacionamento íntimo com o Pai”. Aí me perguntei: “Uau! Será que tenho cultivado esse relacionamento com Ele?” Senti que o Espírito Santo está ansiando por um tempo nosso com Deus. Só nós e Ele. (Digo ‘nós’ porque estou falando de mim e o Espírito Santo). Pude sentir que Deus se alegra muito quando nos achegamos a Ele com corações abertos, sinceros – que querem falar com Ele.


Em seguida, o livro fala da diferença entre orar em língua estranha e em língua portuguesa, ressaltando a importância de ambos os tipos de orações, desde que sejam “a expressão real e espontânea de seu espírito”. Aí vai as características e pontos principais sobre cada um deles:


A oração em línguas:

  • não é algo dirigido pela mente (“Se eu orar em outra língua, o meu espírito ora, ... mas a minha mente fica infrutífera”)
  • é a expressão do seu espírito
  • nos beneficia em condição pessoal em relação aos propósitos de Deus para nós.

Orar em línguas é importante porque:

  • o Espírito Santo, que “sonda os corações” (Rm 8:27) intercede por você.
  • em razão da nossa fraqueza espiritual, não sabemos ‘orar como convém’ (Rm 8:26), e essa oração é direcionada COMPLETAMENTE pelo Espírito Santo, que intercede por nós em “consonância com a necessidade maior do nosso íntimo.”

A oração em língua portuguesa:

  • muitas vezes se relaciona com as necessidade específicas de outrem
  • tem de ser a expressão do seu espírito, por isso, seja sincero e não use “vãs repetições” (Mt 6:7).
  • nos apresenta o risco de cometermos o mesmo erro apontado pelo apóstolo Tiago (“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos próprios prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo [procedendo como ele] constitui-se inimigo de Deus. Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que Ele [Deus] quer habitar em nós?” Tg 4:3-5

Na oração em língua portuguesa:

  • devemos pedir “com fé, em nada duvidando” (Tg 1:6)
  • não podemos nos esquecer que essa oração também deve ser feita em sintonia com a Palavra e o Espírito de Deus. “Espírito Santo, o que quer que eu ore?”

Continuemos a falar então sobre a importância de orar (tanto em línguas como em português).

Jesus nos diz em Lucas 18:1-8 que devemos orar sempre sem nunca esmorecer, e termina essa passagem dizendo: “Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defende-los? Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará porventura fé na terra?”

Que Deus te abençoe. Amanhã termino de escrever esse artigo.

Ore. Experimente levantar hoje de madrugada. É uma benção. Tem um mistério nisso.


ha! tava esquecendo de falar o título do livro: Oração e Autoridade, por Bernard W. Snelgrove.