Sonho
Tinha um sonho.
Queria ver o novo
Saciar a sede inexplicável
De ir àquele lugar e só ali
De conversar com aquela gente
E andar e sentir a luz daquele sol em mim.
Sonho era porque barreiras eram muitas
Às vezes me perguntava se se realizaria
Mas perdia a concentração
E olhava pro alto sonhando, mais uma vez
Nunca deixei de sonhar
Eram muitas as dificuldades,
Mas nenhuma ultrapassou o tamanho
Da paixão ardente por esse doce desejo
Até que um dia me peguei
despertando como que num piscar de olhos
e o sonho, sim, aquele mesmo, era a realidade ao meu redor
Conheci a lágrima da realização
E fiz questão de aproveitar cada minuto desse imenso prazer.
Hoje estou de volta
Percebi que sem o sonho eu durmo
pois ele é a minha alma com suas sedes
incompreensíveis, ilógicas, irracionais
inocentes, puras, e autênticas
Que clamam por serem saciadas e amadas por mim
Achei que o sonho fosse passageiro
mas hoje vejo que ele é tão fixo como a poesia;
como a explosão de viver e ser feliz.
É um sonho que me desperta e não faz dormir,
que me faz viver e sentir a alegria de alimentar
sentimentos puros dentro de mim.
Tinha um sonho, e ainda tenho.
Pois quando dele me lembro
sinto profunda saudade que me faz deseja-lo de novo.
Vem sonho, vem vida.
Quero muito que estejas comigo e me deixes
desperta pra correr e pra ir, e pra ir, e pra ir.
Fernanda Dias
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